terça-feira, 11 de outubro de 2011

'Quem não teve uma namoradinha que teve que abortar?', indaga Cabral

Ninguém Merece Isso !!!



O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse no dia 14/08/2011, durante um Seminário em São Paulo, que a atual legislação sobre aborto no país é uma “vergonha” e afirmou que há "hipocrisia" sobre o tema. Ele defendeu a ampliação dos casos em que a interrupção da gravidez é permitida. Atualmente, apenas mulheres vítimas de estupro e que correm risco de morte podem obter autorização judicial para fazer um aborto. “O Brasil está dando certo, é aprofundar a democracia, vamos aprofundar a liberdade de imprensa, aprofundar a vida como ela é, discutir os temas que têm que ser discutidos. O aborto, por exemplo, foi muito mal abordado na campanha eleitoral. Será que está correto um milhão de mulheres todo ano fazerem o aborto, talvez mais, em que situação, de que maneira? Não vamos enfrentar, então está bom. Então o policial na esquina leva a graninha dele, o médico lá topa fazer o aborto, a gente engravida uma moça – eu não porque já fiz vasectomia e sou bem casado – mas engravidou... Quem é que aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?”, questionou o governador.


Será que está correto um milhão de mulheres todo ano fazerem o aborto, talvez mais, em que situação, de que maneira? Não vamos enfrentar, então está bom. Então o policial na esquina leva a graninha dele, o médico lá topa fazer o aborto, a gente engravida uma moça – eu não porque já fiz vasectomia e sou bem casado – mas engravidou... Quem é que aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?"
Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio


Cabral deu as declarações durante  discurso em um seminário organizado pela revista "Exame", em São Paulo, sobre oportunidades de negócios no Rio de Janeiro para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, e em uma entrevista logo após o evento.
Na entrevista, Cabral foi questionado sobre a frase. Disse que estava falando de homens que tiveram namoradas que engravidaram e foram abortar em clínicas clandestinas. “Isto é a vida como ela é. Só que o sujeito de classe alta, ele tem uma clínica clandestina de aborto, mas em melhores situações”, afirmou.
O governador do Rio de Janeiro defendeu discussões sobre mudanças na legislação."Vamos encarar a vida como ela é. Acho que está faltando ao Brasil, neste momento, sem dispensar todo o acúmulo que tivemos nesses anos, aprofundar a democracia, os problemas, a legislação", declarou.
Cabral disse que a dicussão sobre o tema deve ser ampliada com a sociedade. "Vamos discutir com a classe médica e as mulheres. Mas tem que ser ampliado [o debate]. Do jeito que está está errado, está falso, está mentiroso, hipócrita. É uma vergonha para o Brasil."
Ele comparou as restrições da legislação brasileira sobre o aborto com a de países onde a religião tem uma influência maior na esfera política. "Vamos pegar países onde a religião tem um peso significativo: Espanha, Portugal, Itália, França, Estados Unidos, Grã Bretanha. Será que esses países gostam menos da vida do que nós? Será que o povo inglês, francês, italiano, povo português, gosta menos da vida do que o povo brasileiro? Esse é o ponto", disse.
                         Fonte: Maria Angélica Oliveira do G1, em São Paulo


‘Fábrica de marginal’

Em 2007, 
em entrevista exclusiva ao G1 , Cabral havia defendido o aborto como forma de combater a violência no Rio de Janeiro. "Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal", declarou na época.

Cabral usou como argumento
 teses do livro "Freakonomics", dos norte-americanos Steven Levitt e Stephen J. Dubner, que estabelece relação entre a legalização do aborto e a redução da violência nos EUA. 
                     Fonte: Aluizio Freire do G1 Rio




Carta aberta ao Governador do estado do Rio de Janeiro


Diante da declaração do Governador Sérgio Cabral. Um Pastor Batista enviou a seguinte carta.


Rio de Janeiro, 04 de janeiro de 2011.

Excelentíssimo senhor governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho,

Sobre sua célebre frase "quem aqui não teve uma namoradinha que teve que que abortar?" , gostaria que o senhor soubesse que eu, assim como milhões de cariocas e fluminenses, nunca tive uma namoradinha necessitada de abortar. Suas palavras me causaram tamanha indignação. Fui ofendido sobremaneira! Talvez o senhor queira saber as razões... Ou não. Mas aí vão algumas:

Aprendi em casa, com minha mãe, a "fábrica de marginais", que um homem de verdade deve ser responsabilizar pelos seus feitos. Quem pune o seu semelhante para não assumir seus próprios compromissos é bandido, capaz de mentir, furtar, roubar e matar.

Acredito que sua fatalista frase está equivocada. Não seria "uma namoradinha que foi obrigada a abortar?" Pois sabemos, que a maioria dos abortos no Brasil é imposta pelos pais, namorados ou maridos das jovens. Então, sobre o pretexto da liberdade feminina, a legalização desse filicídio, na verdade, só autenticará as destrezas machistas de nossa sociedade.  

Tive uma namoradinha, Senhor governador, que hoje é a minha esposa, que teve sim de sepultar precocemente sua mãe devido às péssimas condições dos hospitais do Estado. É essa mesma Saúde falida, que deixa seus cidadãos como animais padecendo em seus corredores, que obrarás as cirurgias abortivas? Os corredores clamarão!

Se sua moda pegar, brevemente meus ouvidos sofrerão frases do tipo: "Quem nunca teve de receber uma propinazinha para apoiar um projeto"; "Quem nunca teve que nomear coleguinhas incompetentes para as Secretarias"; "Quem nunca teve que superfaturar uma obrazinha". E por aí vai...

Desse jeito, senhor governador, não me seus conceitos esdrúxulos, pois não sou da sua laia. Não nasci em berço pomposo. A mim não foi concedida uma adolescência e juventude desregrada, sem limites... Lembre-se que sou apenas produto de uma "fábrica de marginais": a senhora Maria das Graças Martins. Por favor, não me inclua na coligação dos que sofrem sua mazelas!

Sinceramente,

Robertson Chagas Martins
Pastor Batista
probertson@oi.com.br

Pastor do Seminário Teológico do Oeste.


Eu sou seu criador. Você estava sob meus cuidados
mesmo antes de nascer.
Isaías 44.2


Deus certamente não teria criado um ser como o homem
para existir somente por um dia! Não, não... o homem foi
feito para a imortalidade.
Abraham Lincoln


C. S. Lewis disse: “Existem dois ti pos de pessoas:
as que dizem a Deus ‘Seja feita a sua vontade’ e aqueles
a quem Deus diz ‘Então tudo bem, faça do seu jeito’“.
Tragicamente, muitas pessoas terão de suportar a
eternidade sem Deus, pois escolheram viver sem ele aqui


Quando você compreender plenamente que há mais

na vida que apenas o aqui e agora e perceber que a vida
é apenas uma preparação para a eternidade, você
começará a viver de forma diferente. Você começará a
viver à luz da eternidade, e isso lhe dará nova
perspectiva de como lidar com cada relacionamento,
tarefa ou circunstancia.
Subitamente, muitas atividades, metas e até
mesmo problemas que pareciam importantes se
mostrarão banais, insignificantes e indignos de sua
atenção. Quanto mais próximo você viver de Deus,
menor todo o resto parecerá.
na terra.
Rich Warrem - Uma vida com propósito


As declarações do governador do Rio de Janeiro não representam a verdade e  o amor de Deus para conosco. Deus nós ama antes de qualquer célula, médula ser formada. Assim, a vida e a morte pertencem a Ele. 

Tu criaste todas as partes internas do meu corpo; Tu uniste todas essas partes para
formar o meu corpo, enquanto eu ainda estava no ventre de minha mãe.
 Eu Teu agradeço por me teres criado de maneira tão perfeita e maravilhosa! O teu
trabalho é um verdadeiro milagre e na minha alma sei disso muito bem.
 Tu conhecias perfeitamente cada parte do meu corpo enquanto eu ainda estava sendo
formado no ventre de minha mãe, como a semente que cresce debaixo da terra.
 Antes mesmo do meu corpo tomar forma humana Tu já havias planejado todos os dias da
minha vida; cada um deles estava registrado no teu livro!
Salmo 139. 13-16 (Bíblia Viva)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PASTOR CONDENADO A MORTE NO IRÃ

No julgamento que aconteceu na quarta-feira, 28, o pastor Yousef Nadarkhani voltou a afirmar sua fé em Jesus Cristo e de acordo com a Sharia [lei islâmica] ele foi condenado pelo crime de apostasia (abandonar o islamismo) e sentenciado a morte por enforcamento.
Na noite de ontem a ACLJ (Centro Americano pela Lei e a Justiça) chegou a divulgar uma nota dizendo que um dos juízes havia revogado essa sentença, mas que essa informação não era certa, já que pode ser apenas uma mentira espalhada pelo serviço secreto iraniano para enganar os meios de comunicação que estão acompanhando o caso.
Representantes do Portas Abertas também receberam essa informação, mas não há certeza do que pode acontecer com o pastor. O ministério também informou que a família de Nadarkhani está bastante abalada, inclusive sua esposa está em estado de depressão.
“Estou em contato com o Irã”, disse uma fonte próxima a família do pastor para o Portas Abertas. “Mas as notícias não são muito boas, mas vamos esperar. Se eles realmente quiserem, eles podem matá-lo porque ele se recusou a negar sua fé. Deixamos tudo nas mãos de Deus.”
Para o Compass Direct, uma fonte informou que eles podem matar o pastor Nadarkhani a qualquer momento. “Eles podem enforcá-lo ao meio dia ou então daqui a 10 dias. Às vezes entregam o corpo para a família junto com o veredito. Eles têm ultrapassado as fronteiras da lei”.

Líderes mundiais pedem liberdade

O Irã está atraindo críticas difundidas sobre os relatos de que um pastor iraniano enfrentará a execução por se recusar a negar sua fé cristã e voltar ao Islamismo.
Presidente da Câmara, John Boehner, emitiu quarta-feira uma declaração pedindo ao Irã para poupar a vida de Yusef Nadarkhani.
“Peço aos líderes iranianos que venham abandonar este caminho obscuro, e poupem a vida de Yusef Nadarkhani, concedendo-lhe uma liberdade completa e incondicional”, disse Boehner, republicano de Ohio.
“A liberdade religiosa é um direito humano e universal”, disse Boehner. Disse ainda da perspectiva de que Nadarkhani poderia ser executado “a menos que ele nega a sua fé cristã, é angustiantes para as pessoas de cada país e credo
“Enquanto governo iraniano afirma que promove a tolerância, ele continua a aprisionar muitos do seu povo por causa de sua fé. Isso vai além da legislação, sendo um problema de respeito fundamental pela dignidade humana”, disse Boehner.
O Secretário Britânico das Relações Exteriores, William Hague disse que “lamentou” os relatórios da sentença do pastor. Ele pediu que o governo iraniano venha respeitar os seus compromissos internacionais de direitos humanos e revogue a decisão.
Nadarkhani tem 30 anos, se converteu do islamismo ao cristianismo a 19 e depois se tornou pastor de uma pequena congregação evangélica chamada de Igreja do Irã, informou a AFP.

Abaixo assinado por liberdade para o Pastor

A Igreja brasileira pode ajudar as organizações internacionais a tentar impedir que o pastor Nadarkhani seja morto em razão de sua fé. É possível assinar uma petição pública no site da Christian Solidarity Worldwide através deste link e-activist.com/ea-action/action?ea.client.id=88&ea.campaign.id=12209.